terça-feira, 14 de junho de 2011

Olhos

Maldita visão que me perturba...
Meus olhos... eu os arrancarei
E os lançarei para longe de mim,
Malditas retinas, implacáveis na percepção,
Acomunadas aos  glóbulos
Que são coniventes com esse martírio
Com o holocausto diário de minha alma
Com a guerra de minha mente
E a desvontade de meu Ser
E por mais que minhas pálpebras
Tentem conter, e mesmo fechadas
As  imagens já estão dentro de mim.
Agora só resta lembrar, em flashes
E em visagens,  ver tudo quanto não desejo
E sentir tudo quanto não quero!

Subjett Obrícuri

Iníquo


Podre e decadente, apenas carne,
Esta morrendo a cada dia
Enganado por um negro coração,
Disfarçado de vermelho, de vida,
Ludibriado por uma falsa  sensação
Acha que realmente esta vencendo
Mas  é isso mesmo, apenas sensação
Apenas um achismos infundado
E nesse auto engano, mentindo pra si
Acredita mesmo que é alguém
Mas você  não é nada, nunca foi
E nunca será, por causa de sua maldade
Você não passa disso ai ...
Disso que seu reflexo te mostra
Ante esse espelho tão sujo quanto sua alma.

Subjett Obricuri

Quando palavras não dizem

Eu imaginei... tentei  reproduzir como seria
Tanto que quase pude até sentir...
Mas quando de fato se deu o toque...
E textura divina de teus lábios passearam nos meus
Palavras me faltaram, sim, até meu equilíbrio fugiu de mim
E eu como poeta não pude descrever...
Apenas mergulhei em teu olhar
E permiti que mergulhasse no meu
Por mais que nossas bocas tentassem explicar
Apenas a profundidade de querer
Penetrado um no outro puderem traduzir.

Subjett Obrícuri

Tão verdade quanto

Meus olhos viram, meus sentidos observaram
E me fizeram ter a certeza... sei que não é
Apenas uma sensação subjetiva.
A pele, sua pele... foi isso que meus sentidos disseram
Ela tem lisura divina, algo que a textura do manto dos
Próprios deuses não possui, por que é uma dádiva só sua.
Mas isso, é mais que uma tentativa de agradá-la
Por tais palavras, estou apenas falando a verdade
Fato, simples assim, irrefutável e indubitável
Mas esse atributo é apenas um dos tantos
Que te compõe.

Subjett Obrícuri

Vontade...


Algumas lágrimas, suspiros, idéias em vão...
E eu aqui em meu quarto, doce e mórbida solidão
Um “mal necessário” que até me proporciona inspiração
Doce delírio de pular e ir de  encontro ao seu destino
Tão longe e tão perto, isso me causa amargor
Por que as vezes te quero e não te quero   
Estou arredio e na ofensiva
Quando fatos do passado me fizeram ficar  em guarda
Aqui, nesse refugio, nesse antro
De tantas sensações   e pensamentos
É meu inferno e meu paraíso

Subjett Obrícuri

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lagrimas


Escorrem e despencam, quente e volúvel
Motivada  e arrancada de dentro para fora
Lágrimas de quem sabe lá o que será...
Embargadas de tantas coisas...
Tantos  pensamentos, do que pode ser...
Mas quem sabe... 
Querendo crer, mas já descrente.
Os poros da pele, da pele do rosto
Reclamam a inundação
Quem sabe qual será o tormento
E elas, as lágrimas caem
Fazem um mar, um mar de ondas revoltas
Que afoga e submergi, em pensamentos  mil
Em obscuridade em desejos e vontades
Lagrimas do que se foi, do agora
Lágrimas, apenas lágrimas.

(Subjett Obrícuri)

terça-feira, 7 de junho de 2011

O mal das entranhas

Maldita “távola redonda”
Onde em vês  de se discutir a democracia
Discute-se agora qual “cavaleiro”
É ou não é corrupto
As atenções foram voltadas para si mesmos
Enquanto que o reino se degrada
O  próprio “rei” não sabe bem o que
Ronda pelos corredores do  “castelo”
Más intenções permeiam a corte
E os conselheiros do rei não passam de corruptores
Pois suas palavras não condizem com suas intenções
Talvez o rei não saiba, mas seus ministros
Tem agido por baixo dos panos e os
Cobradores de impostos tem exaurido
Seus povoados com cobranças alem
Do que pode ser pago.
Temo que esse reinado esteja em risco
E realmente esta
Uma vez que os membros da corte
Foram acometidos de feitiçaria
Sim, foram enfeitiçados por suas próprias
Ganâncias e agora uma exortação precisa ser feita
Mais que isso, um plebiscito, mas será possível,
Será possível a reestruturação de nosso reino?

Subjett Obrícuri