sexta-feira, 9 de março de 2012

Se tiver certeza

Não olhe para mim se não for me ver
Não me toque se não for me sentir
Não me elogie se não entender o valor
Não me ofereça seu corpo e não
Deseje o meu não procure achar
Motivos  e não desfaça dos que
Verdadeiramente  teria sentido.
Só quero seu beijo se for por vontade
Seu gozo se for por verdade e por
Consequência seu gemido. Não quero
Seu amor prometido, eu o desejo
Como que por gênese surgido.

Subjett

quarta-feira, 7 de março de 2012

De tantas definições

 A poesia por si só acontece
E o poeta é um mero canal
Pelo qual ela trafega e flui.
Ela esta em todo canto faz
Parte de tudo que compõe
O todo,  esta impregnada na
Própria existência, é contrariedade
E a equivalência é as palavras
É o silencio não tem lógica
Mas proporciona na alma
Dos afetos o entendimento.

Subjett

Quântico

O vento sopra seus mistérios
Segredos que só o silencio das
Águas os sabem. A noite esconde
A face que o sol vem trazer a luz
O éter que tanto se oculta mesmo
Estando presente e trama junto
Ao átomo na facção da entropia
Na dança da energia, e o mistério
Continua opaco, mas mesmo sendo
Assim existe algo, mesmo não
Sendo claro.

Subjett

Sustentável

Por que se apegar ao inserto
A falsa promicidade? Promessas
São tão inconsistentes quanto o
Espaço tempo, como não se sabia
Que era e por isso só o tempo
Pode mostrar, mas não pode garantir
O cosmos tem seus segredos assim
Como tem seus estudiosos em busca
Do inserto, porém vale mais desdenhar
A si mesmo não buscar promessas em
Palavras levianas e oscilantes ser o mesmo
Não sendo aquele de antes.


Subjett

Por consequência

Acreditar que foi o destino
E se isentar da culpa, o
Destino nunca foi se não
Por nossas ações. Hoje foi
O destino dos atos de ontem
E amanha será dos de hoje.

Subjett

terça-feira, 6 de março de 2012

Fuga

O mais profundo mar
O mais longínquo do universo
O mais obscuro segredo.
Todas essas coisas são tão
Menos misteriosas ante
Ao amor, é tão misterioso
E perturbador, é tão perigoso
Puro e psicótico quero esse
Doce, quero esse amargo.
É tão metafísico, tão carnal
E espiritual, é tão psicológico
E tão afetivo é tão explicável
E não entendível. Mas é...
Não quero, mas o quero
Acho que estou louco por
Culpa dele, maldito e abençoado
O amor é... eu não quero 
Mas desejo, eu o odeio
Mas amo mesmo odiando
Amar, quero ser razão
Sentimento não, mas o amor é...
No mais profundo mar vou
Afogar-me, deixar abraçar-me
Pelas escuras e profundas águas
Lançar-me aos universos
Me envenenar nos gases que
Em ebulição se transformam
Em estrelas, quem sabe assim
Não mas amor, ou muito mais
Quem sabe, eu nunca saberei.

Subjett

segunda-feira, 5 de março de 2012

Contravenção ideológica

Eu vejo os bares e as igrejas
Sorrisos falsos outdoor, o que
Foi dito foi por fé ou motivação?
Nos bares a discussão, o futebol
E a cerveja aliados a ignorância
Nas igrejas a fé cega pregoada
Sem mais elucidação. Felicidade
É para os ignorantes que se contentam
Com um gol, se emocionam com a
Novela e engolem as propagandas
Se fartando de ilusão. Parece que a
Doce mentira faz bem mais ao paladar
Mas para os lúcidos outdoor é apenas
Inanimação nada que fala de nada por
Materialismo e os falsos sorrisos
Patrocinam toda essa piada que não
Tem graça neuma.

Subjett