Quando não nos tornamos introspectivos, é como se olhássemos
para o espelho em busca de nos enxergar, e a imagem que vemos é nós mesmos de
costas para nós, olhando para nós mesmos olhando para outro espelho, mas nunca
nossa face, nunca quem somos.
domingo, 9 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Intrínseco
Como somos cruéis, isso mesmo, como eu sou e como você é.
Não temos a capacidade e nem nos permitimos tentar no mínimo fazer idéia o que
é o sofrimento de cada um, e digo mais, não importa o tamanho do sofrimento,
aquele, é o maior sofrimento de todos, por que é o sofrimento de alguém.
Não fazemos idéia da intensidade, da altura, da fundura, da
infinidade para frente e para traz, para o lado e para o outro dos sentimentos
de uma pessoa. É claro que não fazemos,
apenas dizemos abrupta e alheiamente que, deveria ser forte, meu Deus, quanta
falta de sensibilidade.
Você concorda comigo? Bom, antes de concordar ou não, pense,
vou lhes presentear com essa oportunidade, não que você já não a tinha por
direito!
Mas antes de continuar preciso dizer que estou louco, só
que, louco aos olhos dos normais, e finalizados em dúvidas, louco aqui, mas
entre os sábios eu direi a um que sábio esta por ser:
--- Louco? Já fui... hoje estou lúcido, reconhecidamente
lúcido entre os lúcidos.
Eu dou risada, cética e dissimuladamente pelo que sei que
sei, mesmo ainda não sabendo nada diante de todo esse mistério, mas “amigo”
preciso adverti-lo, não se deixe enganar pele que seus olhos acham que vêem. E
digo mais, não riam dos palhaços eles não tem graça nem uma, nem gargalhem com
piadas pré-escritas dos programas de “humor”, “piadas” que só falam de
pornografia e homossexualidade, argumentos xulos e pobres.
Não me levem a mal, é que a luz da verdade é obscura, mas a
ignorância aceita como conhecimento é mais, e nessa via de duas mãos, é fácil
perceber quem vai e quem vem, porque uma das estradas levara a algum fim de
fato e a outra leva ao engano massificado.
E são por esses motivos que não nos pomos a sentir com os
que sentem, não choramos com os que choram nem muitos menos sorrimos com os que
sorriem, e por causa disso, que até aquela pedra de esquina tem mais sentimentos
que nós.
Não pode ser tão difícil assim pode, não estamos entre
humanos? Então por que fechamos nossos olhos, por que nos fazemos indiferente.
Que sabe se olhássemos nos olhos, e filtrássemos o fardo nos
compadeceríamos ao menos um pouco, eu sei que o impulso primário é julgar, e
achar, mas como ouvi um dia: “acredite na metade do que ver e nada no que houve”,
é claro que isso não deve ser levado a ferro e fogo.
Nada..., estando de longe, ou não estando na pele do outro,
nada é o que parece, as coisas são mais relativas do que parecem, por que então
não investir tempo e sentimento ao próximo, por quer não amar, por que não querer e por quer não se permitir?
sub
domingo, 26 de outubro de 2014
Universo em subverso
Hoje é consequência de ontem, não em relação ao tempo,
mas aos resultados mesmo.
Os fatos, pessoas, e acontecimentos do agora são tudo
resultado inevitável de mim, até mesmo meus sentimentos, pensamentos e
vontades.
Se pudéssemos prever certas consequências antecipadamente
evitaríamos o ato que no
futuro dos
resultados provocariam o resultado inevitável de nós mesmos.
O problema com o prever, é que nossos sentidos ancoram
nossas vontades e atitudes no presente da existência.
A pouca ou nem uma intuição não nos deixa enxergar um
minuto à frente, mas corroborando novamente aqui, não estou me referindo futuro
aqui como tempo, mas sim como consequência; pois se sabe que o tempo é
infinito, não tem como o medir, o que acontece agora aconteceu ontem e esta por
acontecer amanha.
O que conhecemos por tempo foi arranjado e ajustado para
nosso sentido de ser e estar, provocando a ilusão de existir agora, de estar aqui.
Diante dessas coisas, afirmo que sinto... alias, afirmo
que sou um vírus no organismo do espaço tempo, da infinidade, mas as vezes
afirmo que controversamente me torno um colaborador quando por epifania me vem
um pouquinho de entendimento sobre essas coisas.
A tempos que realidade, na minha concepção de como a
entendo se fundiu ao virtual das possibilidades infinitas e concretas, digo
virtual porque nossa mente apenas tenta
entender o essencial, mas só pode no mínimo virtualizar de muito longe o que
realmente é.
Nesse exato momento em que estou aqui escrevendo estas
palavras tenho vivido momentos de angustia, mas não me isento da culpa pelo que
tenho vivido.
Assumo lucidamente que me fiz um vírus pro meu próprio
sistema, desestabilizei meu próprio universo.
Mas só espero que com o pouco que aprendi em minhas pesquisas e momentos de
meditação, eu venha a retomar o equilíbrio de meu mundo,
me encontre nesse emaranhado paradoxal de tempo e pensamentos, preços e
conseqüências, e o universo cósmico reorganize meu universo particular.
subjett
sábado, 25 de outubro de 2014
Deus, apenas consciente
Se Deus é onisciente, ou seja, tudo sabe, logo, sabe quem
somos tanto em nosso consciente quanto
no inconsciente. Isso quer dizer que ele pode não ter um inconsciente, vejamos.
Se ele sabe o que vamos pensar antes de pensarmos, se
sabe que vamos ser antes mesmo de nascermos, quer dizer que ele sabe essas
mesmas coisas sobre ele.
Se ele tivesse um inconsciente, ele mesmo saberia o que
iria pensar antes de pensar, no minuto seguinte o todo de sua mente seria
somente consciente.
E outra, é do inconsciente que emerge nossas
inconsistências, nossos distúrbios psicológicos, mas é por causa dele também, e
de todos os outros fenômenos inconscientes
que nosso eu é construído; segundo Augusto Cury, nosso eu é um resultado
de fenômenos antecessores a ele, em seguida ele entra em ação avaliando,
questionado e tomando em partes o controle do todo. Mas isso pode ser relativo,
não é regra geral.
Mas Deus é a sabedoria superior, sabedoria infinita, isso
quer dizer que ele sabe de todos os infinitos segredos, todas as verdades
ultimas, ou infinitas.
Ele não poderia ter jamais um inconsciente, fosse o caso
ele entraria em conflito, e Deus sendo Deus não poderia se ver assim, uma vez
que ele é o juiz do universo a consciência creadora de tudo que existe, sem
falar no risco das inconsistências psicológicas, são elas que nos traem, nos
faz cair em contradição, oscilação de certeza e vontade.
Diante desses fatos podemos conjecturar que Deus é apenas
consciente com sua consciência do saber infinito.
Subjett
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Impuro
Eu não pude apagar meus pecados, não posso, por mais que
eu tenha me arrependido.
E não adianta culpar a queda que houve no jardim, se fosse
eu lá também teria caído, também teria provado do fruto que não deveria.
As três consciências em mim travam desde então uma guerra
espiritual, o espírito lutando pela santidade, a alma pela plenitude e a mente
pela lógica, no entanto, eu mesmo sou o mais fraco entre os três e
controversamente o mais forte na resistência da impureza.
Não que eu não tenha pedido a Deus, ele mesmo sabe, ele
mesmo inspirou aos poetas profetas a certa feita escrever que; a salvação é
tomada a força, e é ai que meus sentidos se aturdem, por que às vezes sou forte
e às vezes sou fraco, temo que mais fraco.
Nada que tenho é meu, nem sou de mim mesmo, talvez apenas
minha consciência e nada mais, ou quem sabe nem isso, por isso tanto busco e
tanto me perco, mais erro do que acerto, se bem que nunca enxergaria o acerto
se não fosse pelo erro.
É tão maravilhoso e perturbador olhar para céu e saber que
existem coisas que nunca saberemos, que nosso pecado nos cega e nos faz
indignos de saber e participar....
Sim, participar seguido de reticências, por que honra é dada
por mérito, sabe-se lá o que há lá fora que não sabemos e não merecemos por
nossos erros?
Às vezes penso que se fosse Deus puniria a mim mesmo por
indagar que, se ele sabia que iríamos transgredir tanto porque nos fez? Em
seguida, identifico minha ignorância retórica e imagino que por isso mesmo ele
não leva em conta, como em outra passagem está escrito que; Deus não leva em
conta o tempo de ignorância do homem.
Mas é ai que entra a equidade, e é por ela que serei julgado, que seremos todos julgados, por que ao que se sabe, Deus não se deixa escarnecer, não é ludibriável, e tendo em vista que ele é amor, mas também é justiça extremeço por dentro.
Não de medo, mas por "saber" o que sou, porém prefiro cair nas mãos dele do que nas mãos dos homens, e quase que posso dormir em paz, quase, só que não totalmente, embora minha saída de escape seja a graça, favor imerecido, até lá, estarei na tentativa ao mesmo tempo que no aguardo.
Mas é ai que entra a equidade, e é por ela que serei julgado, que seremos todos julgados, por que ao que se sabe, Deus não se deixa escarnecer, não é ludibriável, e tendo em vista que ele é amor, mas também é justiça extremeço por dentro.
Não de medo, mas por "saber" o que sou, porém prefiro cair nas mãos dele do que nas mãos dos homens, e quase que posso dormir em paz, quase, só que não totalmente, embora minha saída de escape seja a graça, favor imerecido, até lá, estarei na tentativa ao mesmo tempo que no aguardo.
Subjett
domingo, 28 de setembro de 2014
Se entendêssemos!
A nossa alma é intrínseca, nossa mente subjetiva, e tanto um
quanto o outro esta suscetível ao tempo, é afetado por ele, ele nos afeta e nos
interpreta, nos interpreta no sentido de que tudo é revelado pelo tempo,
inclusive nós.
Mas nosso maior erro e achar que o tempo pode ser confinado
dentro de um relógio, pode ter posto em cronologia, o tempo já vem de muito e
vai para tempos infinitamente além.
Quem nós achamos que somos diante dessa esmagadora verdade?
Nós não somos, apenas acontecemos com a permissão do tempo. É claro que estou
sendo altamente limitado em meus argumentos sobre esse assunto tendo em vista a
profundidade e mistério desse mistério, e se nos fosse permitido entender
apenas um poquichinho a mais nos faltariam palavras humanas para descrever
essas grandezas não humanas.
Digamos que a alma e a mente constituem nossos sentidos, e
se nossos sentidos nos desse a percepção, nos desse a capacidade de sentir, ver
e compreender o tempo como ele é, talvez
assim o afetaríamos ao mesmo que ele a nós, afetaríamos o passado, presente e
futuro.
Ou quem sabe, desenvolveríamos um entendimento tal... que
apenas deixaríamos fluir e fluiríamos junto ao tempo, na perfeição e plenitude
sem em nada interferir.
Subjett
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