sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

R37

Eu ouso pensar, ouso dizer não ou dizer sim, exerço meu livre arbítrio, me desprendendo de mim mesmo e me liberto dos outros. Abro o peito e digo que amo, ou que odeio, tenho medo sim, mas tenho coragem. Acredito, deixo de crer, mas prefiro saber. Não me atraio por padrões; como "beleza" mecanizada, que LIXO, sempre às mesmas pouses caras e bocas. Tanta massa no corpo e tão pouca massa cefálica na cabeça. Não preciso de um time, de auto afirmação, de assumir uma religião, não tenho partido político. Minha lei eu quem faço, minhas regras e minha justiça, e daí, o bicho pega...! Gosto de poesia, de filosofia, de rosas, choro quando sinto e sou fúria quando preciso. Deus é minha crença, meus heróis são meus pais e sou fã apenas de mim mesmo, mas ha outros que admiro. Eu não sou nem sei uma vez que estou sempre aprendendo.
(Sóstenes nunes)

R36

As respostas não trazem a luz da sabedoria, mas as perguntas levam a evolução de mente e alma; uma vez que quanto mais se busca mais se aprende.
(Sóstenes nunes)

R35

No momento em que pensamos, sentimos(...) e quando sentimos somos levados a pensar(...) mas quase nunca conseguimos explicar. O pensamento não alcança o cerne das questões porque ele apenas consegue virtualizar a essência. Quem sabe se olhássemos mais para dentro do que para fora todas as questões seriam tão menos difíceis.
(Sóstenes nunes)

R34

A beleza não é relativa, relativa e a visão de quem não tem a capacidade de enxergar o belo.
(Sóstenes nunes)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Divina Deidade





Os olhos dela são pura energia, são deflagradores de amor, de prazer indecifrável, de sentimentos mil, de afetos insondáveis. É ternura e “malicia”, é um anjo de ardor, porque faz arder à alma, apazigua o espírito. Tão bondosa e preza pelo correto, é possuída de genialidade, portadora de uma beleza tal, seus próprios poros exalam maravilhas, perfeição. Seus lábios é porta de entrada do paraíso, sua saliva entorpecente, seu fardo é possessão porque possuir por total quem esta a mercê de sua magia, de sua deidade. Eu não sei se sou capaz de toca-la ao menos no rosto, ao menos em suas mãos, sua pele ao toque pode levar a loucura, sua voz ao gemido a insanidade total. Se desfazer em seus braços do perfeito amor é alcançara eternidade, o poder a partir da unidade, da junção..., do encaixe pleno de duas almas, dos corpos em desespero por querer invadir um ao outro. Sem fim, sem meio, sem começo, apenas o infinito, apenas um mundo, apenas uma verdade.


(Inspirado por uma Dama tal...)
Sóstenes Nunes

Das palavras


                                           
Não um poeta da perfeição, não sou perfeito, mas um poeta da realidade, da simplicidade, da verdade, ou da inverdade da ficção, não chega a ser pecado, Deus que me perdoe, me lapide e me aperfeiçoe. Sou capaz de transformar minha dor em poesia, pela graça divina, não que seja justo, porque indigno sou. Meu amor é meu algoz e minha felicidade, meu prazer e meu desprazer, meu Deus o que fazer?! Constantemente me vejo “possesso” da poesia, ela vem e me toma, naufraga minha alma em densos pensamentos e sentimentos. Não um poeta da perfeição, porém tão imperfeito e consciente disso que chega a ser “perfeito”, ao menos na poesia antibiótica, veneno contra a dor, antídoto contra o vírus do desamor. Não um poeta santo, como quem dizem ser, apenas um pecador, aquele que peca e se contrita ao perdão, no apelo, na petição, o poeta feliz com sua infelicidade, não conformado com inconformidades padronizadas, que nadam significa, em nada edificam. Não um poeta mundano, não desse aqui, mas de um mundo que é o meu, mas ainda não o adquiri, não tive acesso em fim, contento-me descontentado ao menos com a poesia que vem de lá, que me toma por possesso, me torna apenas um poeta. 

Sóstenes Nunes

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Tolos

      Filósofo da tolice, néscio que se emociona com suas próprias palavras infundadas e vazias, levado a crer em si mesmo por suas próprias mentiras. Sobre seus olhos e ouvidos há um filtro deturpador do pleno, e por isso sua boca só profere engano para si mesmo e para quem se põe a crer. Cego porque o entendimento não habita seu ser, sua alma, e é na alma que Deus fala com o homem, e uma vez que só escuta suas próprias palavras sua voz sobrepôs o toque do espírito, e tendo se alto idolatrado se pôs como sábio, e como sábio foi aceito.
      É bem mais fácil sentir-se livre com doutrinas facilitadoras do que sustentar-se a uma verdade que fala sobre o que é preciso ser falado e não o que deseja ser ouvido.
      Há tantos e tantos filósofos da tolice que quando surge um homem de boa fé custa-se a acreditar, o mundo prefere flores a frutos, os atalhos do homem só os levaram para longe da verdade.
      É muito mais confortável se apegar a qualquer verdade do que ser posto a buscá-la, do que buscar a sua própria. A tolice é tão mais atraente, é tão mais aplaudível e aclamada que nem percebe-se que sugestiona-se a crer promovendo  auto-sugestão.
      Mas quando a crença é abalada o desconforte floresce, a duvida cresce e o desespero faz querer achar um culpado, é quando a consciência faz os sentidos submergir em introspectividade, isso não é regra, mas a partir daí inclina-se mais ao espiritual, passasse a buscar um maior fundamento, uma certeza maior.

      O filosofo da tolice então começa a perder ouvidos, perder atenção. É bem verdade que enquanto humanos nunca alcançaríamos respostas finais, nem se saberia saber mais do que nos foi proposto saber. No fim, os ouvintes não se saciam apenas com relativismo eloquente emocionalista, uns se põe a buscar mais sentido, outros não, enquanto que o filosofista da tolice perceberá em seus próprios discursos a desnutrição substancial, e seus seguidores do descontento dos resultados que suas palavras não trouxeram.  

Sóstenes Ponderando