segunda-feira, 30 de abril de 2012

Errante por querer


Rumos e caminhos, a estrada de passos incertos
O sentido fugiu salvação ou perdição tanto faz
Tudo é apenas relativo e o destino ainda nem é...!
Resultados não podem afetar por hora
Quando nem mesmo o presente se faz relevante.

Subjett

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fracos e fortes

Os fracos se apegam a qualquer afirmação
Os fortes se permitem a duvida indo além
Os fracos professam religiões
Os fortes se atêm apenas a contundências
Os fracos ostentam opiniões
Os fortes preferem não achar nada
Os fracos se juntam a maioria
Os fortes se unem aos fortes.

subjett

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Distinto

A solidão de estar entre tantas pessoas
A vulgaridade da intenção, não adianta...
O valor das pedras limita-se a sua solidez
Eu posso até tropeçar nelas, mas posso
Pisá-las um dia elas postas como ladrilho.
Posso até morrer por falta de provisões
Em meio ao deserto de tanta gente, mas
Não ponho bagagem perecível no alforje.
A nudez a qual foi posta meu corpo não
É ausência de pudor, apenas me despi
Da vestimenta suja, já não sou tão limpo...
Meu silencio pode ser por conformismo
Ou psicopatia, as pedras nunca vão saber,
Afinal estarei tão mudo quanto elas. Meu
Silencio é uma poesia comparada as frases
Programadas proferidas ao teor da demagogia
Porém quanto mais pesada a pedra maior
O impacto, e em mais pedaços ela se desfará
Quando lançada ao chão.

Subjett

quinta-feira, 29 de março de 2012

Contente ao descontentar-se

Um poeta de muitas palavras
E poucos recursos a não ser
Os das palavras mesmo.
Um poeta de muitos sentimentos
Mas de amores que não pode ser
Tido como amor a não ser o pela
Própria poesia.
Um poeta de tantos sonhos
Mas sem ao menos uma realização
Por que no mundo que não é o seu
As pessoas são vivas por sim mesmas
Um poeta que ainda acredita mesmo
Quando a razão tenta camuflar a
Certeza de que a fé ainda é um poder
E faz o que os olhos ainda não viram.
Um poeta descontente, mas que
Contenta-se com suas meras palavras
Vindas sabe-se lá de onde e para quem
Quer que possam ler e sentir.
Um poeta não mais que um poeta.

Subjett

Nas minhas veias

Esse arquétipo aqui ...
É isso mesmo, por dentro
Não é tão diferente, e por
Fora cada vez mais parecido
Com dentro. Não tenha medo
Sombras não matam, não
Tocam e não fazem mal
Apenas reflete a imagem
De quem é... de quem ela
Reproduz as formas e os traços.
Esse arquétipo aqui ...
O evidente ao olhar nada pode
Dizer, mas por traz de mim
Anjos e demônios se esquadrilham
E dessa receita o gosto só sabe-se
Provando, e se for bom, e se for mal?
Não se aposse de meu mistério
Se não for pária, mas se for
Deguste-me sem pudor
O  mal e o bem desse mundo
Não pode ser mais que o meu.

Subjett

terça-feira, 27 de março de 2012

O valor que tem

É só isso? Eu não quero!
È só uma coisa orgânica
Corrutível pelo tempo.
Eu não faço questão pela
Preferência majoritária,
Beleza não é a que esta posta
 A mesa. Me convença
Com seu intelecto, me
Conquiste com seu afeto
Faça-me querer, me contagia
Naturalmente como aquela
Torrente de bem estar que
Simplesmente vem, nos
Toma e nos faz predisposto.
Faça acontecer, eu permito,
Seja você. Não me exponha
O que acha que é atraente
Minha lucidez não me deixar enganar
Minha percepção não mente.
Entenda, sinta e exercite a
Compreensão.

Subjett

quarta-feira, 14 de março de 2012

Dantes

Eu me lembro dos velhos amigos
Dos velhos e dos novos, que estão
Tão longe mesmo atando perto.
Eles se fizeram esquecidos, não por
Meu esqueci mento, mas por seus
Próprios relentos, eu não desejo
Agradecimentos em amizades não
A favorecimentos. Eu fico por meus
Limites, por minha redoma, mas os que
Se fizerem valorosos terão acesso,
Estes então chamarei verdadeiramente
De amigos.

Subjett