quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Intrínseco

Como somos cruéis, isso mesmo, como eu sou e como você é. Não temos a capacidade e nem nos permitimos tentar no mínimo fazer idéia o que é o sofrimento de cada um, e digo mais, não importa o tamanho do sofrimento, aquele, é o maior sofrimento de todos, por que é o sofrimento de alguém.
Não fazemos idéia da intensidade, da altura, da fundura, da infinidade para frente e para traz, para o lado e para o outro dos sentimentos de uma pessoa.  É claro que não fazemos, apenas dizemos abrupta e alheiamente que, deveria ser forte, meu Deus, quanta falta de sensibilidade.
Você concorda comigo? Bom, antes de concordar ou não, pense, vou lhes presentear com essa oportunidade, não que você já não a tinha por direito!
Mas antes de continuar preciso dizer que estou louco, só que, louco aos olhos dos normais, e finalizados em dúvidas, louco aqui, mas entre os sábios eu direi a um que sábio esta por ser:
--- Louco? Já fui... hoje estou lúcido, reconhecidamente lúcido entre os lúcidos.
Eu dou risada, cética e dissimuladamente pelo que sei que sei, mesmo ainda não sabendo nada diante de todo esse mistério, mas “amigo” preciso adverti-lo, não se deixe enganar pele que seus olhos acham que vêem. E digo mais, não riam dos palhaços eles não tem graça nem uma, nem gargalhem com piadas pré-escritas dos programas de “humor”, “piadas” que só falam de pornografia e homossexualidade, argumentos xulos e pobres.
Não me levem a mal, é que a luz da verdade é obscura, mas a ignorância aceita como conhecimento é mais, e nessa via de duas mãos, é fácil perceber quem vai e quem vem, porque uma das estradas levara a algum fim de fato e a outra leva ao engano massificado.
E são por esses motivos que não nos pomos a sentir com os que sentem, não choramos com os que choram nem muitos menos sorrimos com os que sorriem, e por causa disso, que até aquela pedra de esquina tem mais sentimentos que nós.
Não pode ser tão difícil assim pode, não estamos entre humanos? Então por que fechamos nossos olhos, por que nos fazemos indiferente.
Que sabe se olhássemos nos olhos, e filtrássemos o fardo nos compadeceríamos ao menos um pouco, eu sei que o impulso primário é julgar, e achar, mas como ouvi um dia: “acredite na metade do que ver e nada no que houve”, é claro que isso não deve ser levado a ferro e fogo.

Nada..., estando de longe, ou não estando na pele do outro, nada é o que parece, as coisas são mais relativas do que parecem, por que então não investir tempo e sentimento ao próximo, por quer não amar, por que não querer e por quer não se permitir?


sub

domingo, 26 de outubro de 2014

Universo em subverso

Hoje é consequência de ontem, não em relação ao tempo, mas aos resultados mesmo.
Os fatos, pessoas, e acontecimentos do agora são tudo resultado inevitável de mim, até mesmo meus sentimentos, pensamentos e vontades.

Se pudéssemos prever certas consequências antecipadamente evitaríamos o ato que no
 futuro dos resultados provocariam o resultado inevitável de nós mesmos.
O problema com o prever, é que nossos sentidos ancoram nossas vontades e atitudes no presente da existência.

A pouca ou nem uma intuição não nos deixa enxergar um minuto à frente, mas corroborando novamente aqui, não estou me referindo futuro aqui como tempo, mas sim como consequência; pois se sabe que o tempo é infinito, não tem como o medir, o que acontece agora aconteceu ontem e esta por acontecer amanha.

O que conhecemos por tempo foi arranjado e ajustado para nosso sentido de ser e estar, provocando a ilusão de existir agora, de estar aqui.
Diante dessas coisas, afirmo que sinto... alias, afirmo que sou um vírus no organismo do espaço tempo, da infinidade, mas as vezes afirmo que controversamente me torno um colaborador quando por epifania me vem um pouquinho de entendimento sobre essas coisas.

A tempos que realidade, na minha concepção de como a entendo se fundiu ao virtual das possibilidades infinitas e concretas, digo virtual porque nossa mente apenas  tenta entender o essencial, mas só pode no mínimo virtualizar de muito longe o que realmente é.

Nesse exato momento em que estou aqui escrevendo estas palavras tenho vivido momentos de angustia, mas não me isento da culpa pelo que tenho vivido.
Assumo lucidamente que me fiz um vírus pro meu próprio sistema, desestabilizei meu próprio universo.
Mas só espero que  com o pouco que aprendi  em minhas pesquisas e momentos de

meditação, eu venha a retomar o equilíbrio de meu mundo, me encontre nesse emaranhado paradoxal de tempo e pensamentos, preços e conseqüências, e o universo cósmico reorganize meu universo particular. 



                                                                          subjett 

sábado, 25 de outubro de 2014

Deus, apenas consciente


Se Deus é onisciente, ou seja, tudo sabe, logo, sabe quem somos  tanto em nosso consciente quanto no inconsciente. Isso quer dizer que ele pode não ter um inconsciente, vejamos.

Se ele sabe o que vamos pensar antes de pensarmos, se sabe que vamos ser antes mesmo de nascermos, quer dizer que ele sabe essas mesmas coisas sobre ele.
Se ele tivesse um inconsciente, ele mesmo saberia o que iria pensar antes de pensar, no minuto seguinte o todo de sua mente seria somente consciente.

E outra, é do inconsciente que emerge nossas inconsistências, nossos distúrbios psicológicos, mas é por causa dele também, e de todos os outros fenômenos inconscientes  que nosso eu é construído; segundo Augusto Cury, nosso eu é um resultado de fenômenos  antecessores a ele,  em seguida ele entra em ação avaliando, questionado e tomando em partes o controle do todo. Mas isso pode ser relativo, não é regra geral.

Mas Deus é a sabedoria superior, sabedoria infinita, isso quer dizer que ele sabe de todos os infinitos segredos, todas as verdades ultimas, ou infinitas.
Ele não poderia ter jamais um inconsciente, fosse o caso ele entraria em conflito, e Deus sendo Deus não poderia se ver assim, uma vez que ele é o juiz do universo a consciência creadora de tudo que existe, sem falar no risco das inconsistências psicológicas, são elas que nos traem, nos faz cair em contradição, oscilação de certeza e vontade.

Diante desses fatos podemos conjecturar que Deus é apenas consciente com sua consciência do saber infinito.    
                                                               
                                                            Subjett

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Impuro


Eu não pude apagar meus pecados, não posso, por mais que eu tenha me arrependido.
E não adianta culpar a queda que houve no jardim, se fosse eu lá também teria caído, também teria provado do fruto que não deveria.
As três consciências em mim travam desde então uma guerra espiritual, o espírito lutando pela santidade, a alma pela plenitude e a mente pela lógica, no entanto, eu mesmo sou o mais fraco entre os três e controversamente o mais forte na resistência da impureza.
Não que eu não tenha pedido a Deus, ele mesmo sabe, ele mesmo inspirou aos poetas profetas a certa feita escrever que; a salvação é tomada a força, e é ai que meus sentidos se aturdem, por que às vezes sou forte e às vezes sou fraco, temo que mais fraco.
Nada que tenho é meu, nem sou de mim mesmo, talvez apenas minha consciência e nada mais, ou quem sabe nem isso, por isso tanto busco e tanto me perco, mais erro do que acerto, se bem que nunca enxergaria o acerto se não fosse pelo erro.
É tão maravilhoso e perturbador olhar para céu e saber que existem coisas que nunca saberemos, que nosso pecado nos cega e nos faz indignos de saber e participar....
Sim, participar seguido de reticências, por que honra é dada por mérito, sabe-se lá o que há lá fora que não sabemos e não merecemos por nossos erros?


Às vezes penso que se fosse Deus puniria a mim mesmo por indagar que, se ele sabia que iríamos transgredir tanto porque nos fez? Em seguida, identifico minha ignorância retórica e imagino que por isso mesmo ele não leva em conta, como em outra passagem está escrito que; Deus não leva em conta o tempo de ignorância do homem.
Mas é ai que entra a equidade, e é por ela que serei julgado, que seremos todos julgados, por que ao que se sabe, Deus não se deixa escarnecer, não é ludibriável, e tendo em vista que ele é amor, mas também é justiça extremeço por dentro.

Não de medo, mas por "saber" o que sou, porém prefiro cair nas mãos dele do que nas mãos dos homens, e quase que posso dormir em paz, quase, só que não totalmente, embora minha saída de escape seja a graça, favor imerecido, até lá, estarei na tentativa ao mesmo tempo que no aguardo.

Subjett

domingo, 28 de setembro de 2014

Se entendêssemos!

A nossa alma é intrínseca, nossa mente subjetiva, e tanto um quanto o outro esta suscetível ao tempo, é afetado por ele, ele nos afeta e nos interpreta, nos interpreta no sentido de que tudo é revelado pelo tempo, inclusive nós.
Mas nosso maior erro e achar que o tempo pode ser confinado dentro de um relógio, pode ter posto em cronologia, o tempo já vem de muito e vai para tempos infinitamente além.
Quem nós achamos que somos diante dessa esmagadora verdade? Nós não somos, apenas acontecemos com a permissão do tempo. É claro que estou sendo altamente limitado em meus argumentos sobre esse assunto tendo em vista a profundidade e mistério desse mistério, e se nos fosse permitido entender apenas um poquichinho a mais nos faltariam palavras humanas para descrever essas grandezas não humanas.
Digamos que a alma e a mente constituem nossos sentidos, e se nossos sentidos nos desse a percepção, nos desse a capacidade de sentir, ver e compreender o tempo como ele  é, talvez assim o afetaríamos ao mesmo que ele a nós, afetaríamos o passado, presente e futuro.

Ou quem sabe, desenvolveríamos um entendimento tal... que apenas deixaríamos fluir e fluiríamos junto ao tempo, na perfeição e plenitude sem em nada interferir.


Subjett

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Fios

Quando deixamos alguém, quando abandonados uma idéia ou simplesmente deixamos de crer, as coisas também nos deixam.  Estamos ligados ao universo, estamos ligados a todos e a tudo, isso quer dizer que o impensado poderia esta logo à frente na esquina da vida, e ao deixarmos de crer, ao abandonarmos, desligamos nossa mente e nossa vontade fios de acontecimentos vindouros se desconectam de nós.
Nunca saberemos, não poderíamos fazer idéia de tantas e tantas coisas boas ou até mesmo ruins que foram freadas, desviadas de nós a partir do desligamento, do abandono, e então toda nossa vida à frente e mudada.
Não vou dizer futuro, não creio no mesmo, acredito que o futuro acontece a cada milésimo que se passa, existe apenas consequência de atos, de pensamentos e de sentimentos. É claro que isso é metafísico de mais, demasiado fantasioso em um mundo de resultados, de práxis, por assim dizer. Infelizmente as pessoas só vêem, mas não enxergam, não sentem e não intuem, e é por isso que a “realidade” é tão dramaticamente concreta tão brutalmente sólida e ofensiva.
Achamos que somos dono do tempo, que o controlamos e o confinamos em cronologia, em horas e fatos,...fatos! Eu dou risada dos fatos, dou risada e ironizo por que os fatos não levam ao mundo das idéias, mas as idéias sim levam aos fatos.
E os que abandonam e deixam de crer eram esses mesmos que se sustentavam em fatos, sinto pena deles, pois não sabiam que o mundo dentro da cabeça deles não era o mundo em essência e em verdade ultima.
Quando desligados da essencialidade, moribundos no universo são também desprezados pelo que lhe faria ser o que era ser algo ou alguém, por que ninguém é por si só, mas pelo conjunto da criação, a unidade.   

É tão maravilhoso poder sentir o invisível, ver com os olhos da fé, não me refiro a fé dogmática, mas a fé intrínseca da certeza de que existe algo maior, e que nada foi, nada existiu por um mero acidente universal.  

18\09\2014
Subjett

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Prévio Amor

Eu nunca tive você, nunca te vi, nem sei se você existe,
Mas sinto sua falta, saudade de seus olhos,
De sua presença de espírito, do poder
Curativo de seu hálito.

Hó universo! Traga-a para mim.

Como aqui ela em palavras manifesta-se
Em poesia, como aqui em palavras simplesmente
Manifesta-se em existência de sua essência
Ainda não advinda. Não desejo dela a perfeição
Humana, mas uma perfeição da forma que assim for.

Hó universo traga-a para mim.

Como posso sentir por ela o que um dia
Não me foi proporcionado, será isso
O futuro antecipado, o amor transferido
Pelo espaço tempo afetando-me me deixando
De ante mão elucidado?

Hó universo faça isso possível.

A loucura é comum aos poetas, aos eternos amantes
De suas próprias verdades ditas em metafísica, antes
De serem sucedidas, acreditadas na fé de serem um dia
Concedidas.
Meus olhos já te olham, meus lábios já te desejam
E até que tu se faças real, o que sinto já parece tão real quanto.